
Para protegê-lo, sua mãe fugiu para o interior da China ainda durante a gestação, vivendo de forma simples e escondida para que Ye tivesse ao menos uma chance de nascer. Na infância, ele era frágil, adoecia com facilidade e sofria com problemas respiratórios, sentindo cansaço e falta de ar mesmo em atividades simples.
Foi sua avó quem teve um papel decisivo nesse período. Mesmo já idosa, ela era uma mulher ativa e presente, que acreditava no movimento como forma de cuidar da vida. Todos os dias, levava o neto ao parque, caminhando com ele e incentivando pequenos movimentos com toda a paciência do mundo.
Com o tempo, a família veio para o Brasil e essa rotina se perdeu. A avó foi deixando de se movimentar, vieram as dores, o cansaço e a doença. Naquela época, Ye ainda não tinha o conhecimento que teria mais tarde e não soube como aliviar o sofrimento de quem tanto havia cuidado dele. Pouco tempo depois, ela faleceu.








